Xô, Aedes Aegypi!

Culinária em grande estilo
18/07/2019

Dengue cresce e preocupa Joinville

Joinville segue na luta contra os focos do mosquito transmissor da dengue – e que é responsável também por outras doenças como a febre amarela e a Zika Vírus.  No final de março, a cidade registrou a primeira morte por febre amarela, em 53 anos: desde 1966, o Estado de Santa Catarina não registrava casos da doença em seres humanos. Não é só isso. Considerando apenas os primeiros meses de 2019, a cidade teve 15 casos da doença, três deles contraídos em Joinville.

Focos aumentam

Apesar de todos os esforços da Vigilância Sanitária e da Unidade de Vigilância em Saúde, órgão ligado à Secretaria Municipal da Saúde, que promovem campanhas e várias outras ações, como visitas às residências, o número de focos do mosquito só aumenta – até junho, quase dois mil pontos foram encontrados em Joinville. No ano passado, foram 442 focos e apenas 3 pessoas doentes.

Em uma ação mais recente, a Vigilância Sanitária procurou as imobiliárias da cidade, enviando orientações para repassar aos donos de imóveis sobre como evitar a proliferação do aedes aegypti. Os bairros em que a situação mais preocupa os órgãos de saúde são o Boa Vista, o que ainda apresenta o maior número de focos, seguido do Fátima, Itaum, Bucarein, Jarivatuba e Guanabara.

O Aedes Aegypti é um mosquito doméstico que vive próximo a centros urbanos com elevada densidade populacional, sobretudo, de ocupação desordenada, em lugares com mais opções de alimentação e de desova das fêmeas. Pouco menor que os pernilongos comuns, o Aedes Aegypti tem asas escuras e três pares de patas e abdômen listrados. De voo baixo, é comum picar as pessoas, por exemplo, nas pernas e pés – debaixo da mesa. Silenciosos e diurnos, preferem as temperaturas mais amenas, por isso são mais ativos nas primeiras horas da manhã.

Somente a fêmea pica os seres humanos, para sugar o sangue necessário à produção de ovos. O acasalamento acontece dentro ou ao redor das habitações, geralmente no início da vida adulta, poucos dias depois de o ovo eclodir. A desova ocorre em lugares com água limpa e parada. Os ovos depositados se prendem às paredes do recipiente, bem próximo à superfície da água. Por isso, é tão importante lavar, com escova ou palha de aço, as paredes do recipiente, quando não puder ser descartado.

Atenção aí!

Ao contrário do que as pessoas imaginam, a população não fica livre dos riscos de doenças como a dengue e a febre amarela no inverno. Durante o frio, as larvas do mosquito entram em estado de hibernação – e eclodem ao primeiro calorzinho, contaminando o ambiente, novamente. Por isso, o combate ao mosquito Aedes, especialmente nos lugares com maior densidade populacional, deve ser incessante – e durante o ano todo. Como o mosquito tem hábitos domésticos, essa ação depende do empenho da população.

Ministério Público recomenda ações

Joinville e outros 84 municípios catarinenses considerados infestados pelo Aedes Aegypti receberam, em maio, recomendação do Ministério Público para adotar medidas e conter a proliferação do mosquito. Segundo a Vigilância Sanitária Estadual, os principais focos são encontrados em depósitos a céu aberto. O dilema é que, mesmo notificados, os proprietários costumam pagar as multas – mas não resolvem o problema. O Ministério Público recomendou que as prefeituras “condicionem a concessão ou renovação de licenças – em especial das atividades de ferros-velhos, transporte de cargas, material de construção, borracharias e recauchutadoras – à observância da legislação que disciplina a contenção da proliferação do mosquito, o que inclui a cobertura e proteção adequadas para evitar acúmulo de água”. Também se recomenda cancelar licenças dos estabelecimentos intimados que não tomarem providências para adequar sua estrutura.

FAÇA SUA PARTE

Atitudes simples ajudam a combater a proliferação do mosquito:

  • Manter bem tampados tonéis, caixas e barris de água;
  • Lavar semanalmente, com água e sabão, tanques utilizados para armazenar água;
  • Manter caixas d’agua bem fechadas;
  • Remover galhos e folhas de calhas;
  • Não deixar água acumulada sobre a laje;
  • Encher pratinhos de vasos com areia até a borda ou lavá-los uma vez por semana;
  • Trocar água dos vasos e plantas aquáticas uma vez por semana;
  • Colocar lixos em sacos plásticos em lixeiras fechadas;
  • Fechar bem os sacos de lixo e não deixar ao alcance de animais;
  • Manter garrafas de vidro e latinhas de boca para baixo;
  • Acondicionar pneus em locais cobertos;
  • Fazer sempre a manutenção de piscinas;
  • Tampar ralos;
  • Colocar areia nos cacos de vidro de muros ou cimento;
  • Não deixar água acumulada em folhas secas e tampinhas de garrafas;
  • Vasos sanitários externos devem ser tampados e verificados semanalmente;
  • Limpar a bandeja do ar condicionado;
  • Lonas para cobrir materiais de construção devem estar sempre bem esticadas para não acumular água;
  • Catar sacos plásticos e lixo do quintal.

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