“Uma experiência lúdica”, diz o poeta Caco de Oliveira sobre curta-metragem

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Amcle Lima

Nesta quinta, 18 de novembro, estreia o curta-metragem “Caco”, documentário sobre o poeta carioca Caco de Oliveira, radicado em Joinville. O lançamento será na Galeria 33, às 20h, com entrada gratuita, limitada por ordem de chegada. O vídeo foi produzido na oficina de cinema Workcine Joinville, realizada em outubro, na própria Galeria 33, por meio do Prêmio Catarinense de Cinema 2019, da Fundação Catarinense de Cultura.

O ator Robson Rodrigues, diretor do Grupo Teatral Panaceia, de São Bento do Sul, e um dos participantes da oficina, diz que a experiência foi muito positiva. “O Workcine foi divino pela arte do encontro, sobretudo agora, em tempo de pandemia, que estávamos todos guardados, mofando em nossas casas”, comenta Robson. “Caco é um poeta de Joinville, importantíssimo, que a cidade não conhece em sua totalidade, e o filme tem essa função de trazê-lo à luz”, completa.

Caco de Oliveira, poeta do cotidiano, é autor de cinco livros e criador das poesias carimbadas, que distribui pela cidade. O autor, que completa 40 anos de poesia em 2022, segue publicando seus versos na internet, em sua conta no Facebook. Confira entrevista do poeta à Francisca.

Como foi ter sua trajetória retratada neste curta-metragem?

Foi extraordinário, uma experiência lúdica, jogos de cena cinematográficos, com muita seriedade, responsabilidade e compromisso com a cultura joinvilense, nesta retomada à vida (quase) “normal”. Lembrar minha trajetória foi bom, muito ao acaso, sublime, desconexo, perturbador, como um depoimento de um poeta marginal. Não tinha como traçar um painel linear de uma trajetória de 40 anos de ofício. Foi no susto, no grito, como quando nasce um inesperado haicai. Vários momentos especiais da minha vida estão no vídeo: o menino com quepe militar, verde-oliva, sendo filho de militar do Exército Brasileiro das Forças Armadas, já servi minha “pátria amada”, a poesia. O jovem Carlos Augusto Coelho de Oliveira, 20 anos, de pura e besta inocência, feito pelo ator Wendel, da equipe de apoio da produção… São ótimas interpretações, espero trabalhar de novo com eles. E meu testemunho, sobre a amizade eterna, com alguns aprendizes de composição poética.

 

Como foi o clima dos bastidores e o seu entrosamento com a equipe do Workcine?  

Foi dos melhores. Todos muito dispostos a realizar um bom trabalho de conclusão do Workcine, promovido pela Galeria 33, direção executiva do Alceu Bett e da produtora Heloiza Castro Strapazzon. Tentei, com muito esforço e dedicação, fazer o que me coube, da melhor maneira possível, ajudando e sendo ajudado por toda equipe de apoio. Cinema é coisa muito séria, tem custo muito alto, então, como diz o diretor de cenas Gabriel da Silva, “cinema também é improviso, levado a sério, ao extremo”. No todo, foi como estar num ônibus coletivo lotado, na hora do rush, divertidíssimo, trocas de experiências múltiplas, apesar da brevidade do tempo, que nos devora, porém, bem aproveitado por todos.

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Lançamento curta-metragem “Caco”

Data: 18/11

Horário: 20h (abertura das portas às 19h30)

Local: Galeria 33 em Joinville

Entrada gratuita (limitada, respeitará a ordem de chegada)

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