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Kelwin Grochowicz, divulgação

Foi por volta de 1850 que uma grande casa foi construída em São Francisco do Sul. Com diversas palmeiras traçando o caminho para a porta principal, o espaço, hoje, é conhecido como Casarão das Palmeiras, o grande protagonista do espetáculo “A Casa”, que estreia neste sábado (2) e segue com apresentações até o dia 24, todos os sábados e domingos, às 20h, com entrada gratuita. Haverá sessões com acessibilidade à comunidade surda (dias 8, às 19h30, 9 e 10, às 20h) e à comunidade cega (dias 22, às 19h30, 23 e 24, às 20h).

Ao cruzar as portas do Casarão, o público é convidado a mergulhar em várias histórias, de diferentes épocas da cidade, que se misturam num jogo entre realidade e ficção. Ele vai percorrer as diferentes salas do Casarão, especialmente montadas para essa peça que provoca diferentes sensações – desde animadora e de expectativa até àquelas que te deixam em dúvida, que incomodam e que fazem, por diferentes momentos, as pessoas refletirem sobre o que foi feito e o que está sendo feito no Brasil como um todo.
São 200 anos impressos nas paredes, no teto, no chão, nas portas e em cada detalhe que há na casa – muitos objetos da época guardados -, construindo o cenário desse espetáculo que aborda muito as relações interpessoais, permeando sob o ponto de vista feminino da época, e que se confunde com os tempos atuais.

Na peça escrita e dirigida por Janine Rhistow, Clóvis, o mordomo de Madame Gilda, recepciona e guia o público por esta trama percorrendo diferentes épocas e cômodos do Casarão das Palmeiras. Antigas histórias que ali aconteceram, são entremeadas com a ficção e apresentadas por personagens que se cruzam pela casa, levando a plateia a vivenciar as emoções e sensações dessas memórias.Durante quatro meses, artistas locais foram preparados por meio de oficinas de formação de atores, e, junto a uma equipe profissional, organizaram a produção do espetáculo “A Casa”. Ao todo, são 12 pessoas em cena, amparados por uma equipe de 28 profissionais.

“O espetáculo une a arte teatral e a memória de gerações que passaram por este casarão histórico. Foram muitas lembranças compartilhadas. Muitas reais e outras que estão no imaginário da comunidade. Por meio da pesquisa fui montando esse quebra cabeça que dialoga com os ‘tempos’ das pessoas”, explica Jeanine.

A CASA é apresentada pela Tecer Teatro, Secretaria Especial da Cultura e Ministério da Cidadania.
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