Novembro Azul inspira atenção ao câncer de próstata

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Principal doença que atinge os homens, o câncer de próstata também tem seu mês especial de campanha. Criado na Austrália, em 2003, o Novembro Azul começou a ser realizado no Brasil em 2011. Conforme dados mais recentes do Instituto Nacional do Câncer, INCA, para cada ano do biênio 2018/2019, foram diagnosticados 68.220 novos casos de câncer de próstata e cerca de 15 mil mortes/ano em decorrência da doença no Brasil. Vale dizer: 42 homens morreram, por dia, em função da doença, e aproximadamente 3 milhões ainda seguem convivendo com ela.

“Qualidade de vida é conceito-chave, quando se fala na saúde do homem – e especialmente na prevenção do câncer de próstata, o tipo que mais afeta a população masculina”, diz o urologista Marcelo José Sette, do corpo clínico do Hospital Dona Helena. E, por qualidade de vida, continua o médico, entenda-se a manutenção dos chamados bons hábitos, mas, principalmente, manter-se atento à saúde geral, sem deixar de lado os checkups anuais e os exames específicos para a doença – a medição do PSA e o toque retal.

O médico sublinha que a campanha Novembro Azul ganha importância maior à medida que ainda é bem relevante a incidência da doença no Brasil – que poderia ser reduzida ou minimizada com atitudes simples. “Ainda enfrentamos, também, uma certa resistência do público masculino às medidas preventivas do câncer de próstata e isso precisa ser superado urgentemente pela via de uma maior conscientização do homem sobre a necessidade de cuidar melhor de sua própria saúde”, acrescenta.

Apesar de ainda persistirem esses conceitos machistas do século passado e crenças em torno da “indestrutibilidade” do ser masculino, Sette ressalta que o câncer de próstata se torna ainda mais perigoso porque não apresenta sintomas, na fase inicial. Por isso a importância de que o conceito de qualidade de vida inspire e oriente o homem durante todos os dias do ano – associado, sempre, à prevenção. E considere, especialmente, o envelhecimento, como fator de risco para todos – ou seja, pelos 45 anos, já é tempo de começar a fazer os exames preventivos.

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