Leitura, atividade física e novos aprendizados dentro de casa

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Francisca segue conversando com ex-moradores de Joinville que vivenciam, em outros países, o processo de isolamento social como única forma de conter o avanço da Covid-19. É o caso de Vanessa Johann Bassani, paulistana, que mudou-se para Joinville em 2003. Mora nos Estados Unidos desde 2017. Acompanhe seu relato:

“Moro no sudoeste do estado de Michigan, e é muito incrível observar, ainda que em outro país, o quão próximas estão nossas rotinas e nosso autocuidado ao redor do mundo. Eu trabalho na Whirlpool e quem consegue desempenhar suas atividades de casa já está em “home-office-mode” desde o início de março. As escolas também estão fechadas desde então, bem como restaurantes, academias, clubes, bibliotecas, bares e comércio local.

Ainda podemos sair de casa livremente para comprar comida e outros itens considerados essenciais, por questões de saúde e segurança, de cuidado com o próximo e para praticar atividades ao ar livre – um privilégio se comparado à realidade em outros países. Posso afirmar que, assim como qualquer pessoa no Brasil e em tantos outros lugares do mundo, estamos passando por um momento de muito desconforto: incertezas, preocupação com nossa saúde e de nossos entes queridos, o impacto na economia que assola diversos mercados e na população que depende de seu trabalho, sem falar no isolamento social e nas restrições de deslocamento e viagem que não deixam de ser grandes desafios por si só.

Assim como toda crise, essa também vai passar. Enquanto isso não acontece, por um lado, tenho a impressão de que os moradores nessa região estão mais acostumados a ficar em casa com suas famílias devido aos longos e intensos períodos de inverno. Por outro, pelo fato de morarmos longe da nossa família e de muitos amigos, estamos aproveitando para nos conectar ainda mais do que já fazíamos anteriormente ao isolamento.

Também tem sido um momento muito propício para desfrutar de mais tempo com meu filho e meu marido, para me conectar mais comigo mesma, para trabalhar em projetos aos quais nunca encontramos tempo, e para redescobrir por meio da maravilhosa tecnologia novas formas de fazer coisas simples e que amo, como ler, fazer atividade física e aprender sobre novos conteúdos.”

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