Candidatos falam sobre inovação, pandemia e Rio Mathias

Adriano da Silva (Novo)
9 de outubro de 2020
Campanha para financiar curta-metragem joinvilense
16 de outubro de 2020

Candidatos falam sobre inovação, pandemia e Rio Mathias

Francisca ouviu 14 dos 15 candidatos à prefeitura de Joinville sobre vários temas de interesse do eleitorado. Anelísio Machado, do Avante, não retornou ao pedido de entrevista até o fechamento da reportagem. Completando o que você leu na edição de setembro da revista, veja aqui as respostas dos candidatos a quatro perguntas adicionais: sobre a “Joinville do futuro”, sobre como cumprir promessas de campanha com o caixa comprometido, sobre a participação de mulheres e negros no governo e, finalmente, sobre a interminável obra do Rio Mathias. As entrevistas, editadas, estão reproduzidas em ordem alfabética. Bom voto!


Adriano Borschein Silva (Novo)
“Recursos existem, faltam bons projetos”

Ao longo de 2019, foi desenvolvido o plano #Jlle30, buscando desenhar a Joinville do futuro, com mecanismos para fomentar novos setores econômicos, em áreas como nanotecnologia, farmacologia, economia criativa e internet industrial. Qual a sua visão sobre esta “Joinville do futuro”? Pretende dar continuidade ao #Jlle30? Que papel entende que a prefeitura tenha nesse contexto, de desenvolvimento de novas vocações econômicas?
A prefeitura e a iniciativa privada devem se complementar. Ninguém faz nada sozinho, mas, com a união de esforços, conseguiremos um trabalho com resultado. As boas ideias, a exemplo do projeto #Jlle30, precisam ser analisadas e levadas para frente. A prefeitura deve assumir o seu papel de colaborar e permitir que os projetos que proporcionam desenvolvimento para a cidade possam sair do papel e beneficiar a sociedade. Precisamos criar mecanismos para atrair investimentos das mais variadas naturezas econômicas, especialmente nestas áreas que a cidade já tem uma identificação natural e conta com profissionais qualificados.

2021 será o primeiro ano após o surgimento da pandemia. Como lidar com o impacto natural de toda essa crise no caixa dos municípios e, ainda assim, cumprir suas promessas de campanha?
Nosso plano de governo não contempla projetos impossíveis de realizar. Contamos com o apoio de mais de 60 voluntários para debater soluções e reunir ideias viáveis. São baseadas, principalmente, em soluções que já existem. E, se existem, por que não podem ser aplicadas em Joinville? Em relação ao rombo do caixa e do orçamento público, esse não é um problema recente. Claro, que foi potencializado pela pandemia. Mas aqui entra a experiência de líder e de gestão administrativa que faz toda a diferença para buscar a participação das pessoas certas para elaborar bons projetos e buscar os recursos que precisamos para o desenvolvimento de Joinville. Os recursos existem, pois todos nós pagamos uma boa parte dos nossos salários em impostos. Faltam bons projetos para que uma fatia maior do imposto que sai de Joinville volte para a cidade.

Se eleito, qual será a participação de mulheres e negros em seu governo?
A diversidade é algo muito saudável para a sociedade e as pessoas devem ser tratadas com igualdade sempre. A valorização e a inclusão nesse sentido, já começa com a escolha da minha vice, a Rejane Gambin. Fiz questão de ter uma mulher ao meu lado nessa jornada por Joinville, evidenciando a importância das mulheres, não apenas na política, mas em todas as frentes da sociedade. O aspecto inclusivo sempre fez parte da minha trajetória. No Catarinense Pharma, por exemplo, temos um projeto de contratação de surdos, trazendo essa parcela da população para o mercado de trabalho. Adaptamos máquinas e o ambiente de trabalho, investimos na capacitação em libras e, hoje, o quadro de surdos na empresa é superior a cota exigida pela legislação. Isso é um exemplo de que é possível incluir a todos. Basta deixar o preconceito de lado e ter boa vontade. O mais importante é que a minha plataforma de governo, incluindo as secretarias, será montada por meio de um processo seletivo, com análise da capacitação e perfil profissional, incluindo entrevistas e testes necessários. Acredito que só é possível fazer um bom trabalho e uma nova política se fizermos do jeito certo, com pessoas capacitadas e íntegras.

Em Joinville, há uma obra que já atravessou três gestões (duas delas do atual prefeito) sem ser finalizada. Qual será o encaminhamento da obra do Rio Mathias na sua gestão?
A obra do Rio Mathias é uma herança indesejada, da qual o joinvilense não quer nem ouvir falar. Infelizmente essa obra é uma caixa-preta que o próximo prefeito terá que abrir. Não tem como fugir. Terá que ser feito uma avaliação técnica, uma nova licitação e busca de recursos para que seja concluída, caso contrário, o município corre o risco de ter que devolver os recursos para a União, vindos a fundo perdido. Isso seria ainda mais trágico para a cidade. A diferença é que antes de iniciar a conclusão das obras, faremos um planejamento com data de início e fim para cada etapa. Comerciantes e cidadãos já foram penalizados tempo demais com o descaso, abandono e gestão ineficiente dessa obra. Será necessário concluir, mas com planejamento, eficiência e velocidade.

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Adriano Mesnerovicz (PSTU)
“Uma sociedade de fomento à pesquisa e à ciência”

Ao longo de 2019, foi desenvolvido o plano #Jlle30, buscando desenhar a Joinville do futuro, com mecanismos para fomentar novos setores econômicos, em áreas como nanotecnologia, farmacologia, economia criativa e internet industrial. Qual a sua visão sobre esta “Joinville do futuro”? Pretende dar continuidade ao #Jlle30? Que papel entende que a prefeitura tenha nesse contexto, de desenvolvimento de novas vocações econômicas?
É incrível como as potencialidades humanas geram perspectivas otimistas para o futuro. Por isso que o PSTU aposta na classe trabalhadora para protagonizar as mudanças necessárias a esse futuro melhor. Porém, o poder público e os detentores da riqueza estão com o foco voltado para os lucros que podem advir desse tipo de iniciativa. Sem dúvida há muito potencial escondido nas periferias, com as melhores intenções. Mas, a partir do momento que um prodígio seja encontrado pela máquina capitalista, logo se transformará em engrenagem a serviço da exploração e opressão vigentes. Somente um projeto econômico, político e social que volte suas energias para o desenvolvimento dessa nova forma de organização, socialista, será capaz de gerar essa cidade diferente. Somos a favor de todo desenvolvimento tecnológico. Defendemos que os recursos destinados a esse setor, que são limitados, devem partir do orçamento público. Queremos uma sociedade de fomento à ciência e à pesquisa. Por fim, queremos discutir: avanços tecnológicos para quem? Que benefício as periferias terão? A formação tecnológica tem que se desenvolver a partir das periferias, com internet pública de qualidade, bibliotecas abertas à comunidade, com computadores, cursos públicos de formação nas áreas de tecnologia, capacitação para servidores públicos sobre benefícios tecnológicos para amenizar a desigualdade profunda que existe na área de produção de softwares e nanotecnologia.

2021 será o primeiro ano após o surgimento da pandemia. Como lidar com o impacto natural de toda essa crise no caixa dos municípios e, ainda assim, cumprir suas promessas de campanha?
O PSTU preza pela vida humana e confia na classe trabalhadora para gerir conscientemente, sem dogmatismos, a administração pública. Nossa promessa de campanha é chamar a classe trabalhadora às tomadas de decisão. As ilusões depositadas sobre os governos do PT, bem como ultimamente em Bolsonaro, são desconstruídas conforme a experiência dessas gerações de trabalhadores não veem atendidas quaisquer condições dignas. Um governo do PSTU, que seja consequente com afirmações dessa natureza, tomará como prioridade imediata taxar os ricos milionários.

Se eleito, qual será a participação de mulheres e negros em seu governo?
Nossa candidatura está pautada na defesa incondicional das pautas LGBTs, de mulheres negras e negros, indígenas e imigrantes, combatendo todo tipo de opressão. O capitalismo utiliza as opressões para explorar ainda mais esses setores da classe trabalhadora. Apesar de serem mais da metade da população economicamente ativa de Joinville, as mulheres recebem apenas 72% do que recebem os homens. As mulheres também sofrem violência cada vez maior com o recrudescimento do machismo. Em Joinville há uma grande injustiça racial: os negros têm um rendimento médio mensal de apenas 54% do rendimento médio dos brancos. É a classe trabalhadora (com cara de pobre, mulher e negra) que padece destes males, exatamente porque na outra ponta estão os grandes empresários, que vivem na abundância, e têm o controle da prefeitura de Joinville, que governa segundo seus interesses.

Em Joinville, há uma obra que já atravessou três gestões (duas delas do atual prefeito) sem ser finalizada. Qual será o encaminhamento da obra do Rio Mathias na sua gestão?
Queremos ligar as dezenas de obras paralisadas ou em ritmo lento a um plano de pleno emprego. Romper o contrato com as construtoras e iniciar um plano de obras públicas municipal organizado pelos desempregados dos bairros que garanta de imediato a ampliação das creches municipais, da rede de escolas municipais, saneamento básico para todos, gerando emprego para mais de 60 mil desempregados da cidade. Para enfrentar a desgraça do desemprego e, ao mesmo tempo, melhorar os serviços públicos, defendemos a realização desse plano de obras públicas.

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Dalmo Claro de Oliveira (PSL)
“É preciso destravar a economia”

Ao longo de 2019, foi desenvolvido o plano #Jlle30, buscando desenhar a Joinville do futuro, com mecanismos para fomentar novos setores econômicos, em áreas como nanotecnologia, farmacologia, economia criativa e internet industrial. Qual a sua visão sobre esta “Joinville do futuro”? Pretende dar continuidade ao #Jlle30? Que papel entende que a prefeitura tenha nesse contexto, de desenvolvimento de novas vocações econômicas?
Antes de preocupações com nanotecnologia, economia criativa, temos que cuidar da Joinville do presente. O atual governo, durante longos oito anos, deixou de se preocupar com as pessoas, a mobilidade urbana, com a qualidade de vida e das moradias. Deixou de cuidar das ruas, das calçadas, das pavimentações, da solução na saúde em certos gargalos, e até com a falta de vagas na educação infantil. Temos de pensar a Joinville do futuro sim, mas a Joinville do presente está atrasada, e é desse atraso que pretendemos tirar a cidade. Colocá-la no futuro com bases sólidas, com o povo alegre e orgulhoso. Este é um plano da gestão Udo Döhler que vamos buscar conhecer e debater, mas que foi pouco divulgado, não teve participação mais ampliada da sociedade. Vamos cuidar da Joinville de hoje, prioritariamente.

2021 será o primeiro ano após o surgimento da pandemia. Como lidar com o impacto natural de toda essa crise no caixa dos municípios e, ainda assim, cumprir suas promessas de campanha?
É preciso destravar a economia e recuperar as perdas econômicas que inclusive já ocorriam antes, com a paralisia da gestão municipal em vários setores, como o de licenciamentos ambientais, de construções e projetos, por exemplo. Temos que destravar a cidade, modernizar esses processos, criar incentivos adequados para o turismo e para setores específicos da economia. Principalmente permitir que empresários e empresas possam crescer na cidade. O que se vê, nos últimos anos, é a cidade sobreviver das grandes empresas e daquelas que não conseguem sair de Joinville. Isso não pode seguir assim. Os novos empreendimentos escolhem as cidades vizinhas e até mais distantes, como Jaraguá do Sul, Foz do Rio Itajaí. Hoje Joinville é inóspita para o capital e empreendedorismo. Vamos mudar isso radicalmente.

Se eleito, qual será a participação de mulheres e negros em seu governo?

Nossa administração será aberta a todas as pessoas que tiverem as competências necessárias para ocupar os cargos. A escolha se dará pela capacidade e conhecimento, independente de sexo, raça, opção sexual, cor. Não admitiremos e não pactuamos com qualquer discriminação ou preconceito. Queremos é contar com gente competente. Se mais mulheres forem competentes, mais mulheres teremos no governo, mais negros etc. Vamos nos guiar por competência, com respeito a todos. Ouvindo as pessoas, teremos a representatividade desejada.

Em Joinville, há uma obra que já atravessou três gestões (duas delas do atual prefeito) sem ser finalizada. Qual será o encaminhamento da obra do Rio Mathias na sua gestão?

Há vários aspectos neste caso. Vamos olhar o aspecto jurídico, do contrato que foi encerrado pela prefeitura e que certamente dará muita dor de cabeça ao próximo prefeito. A empresa que foi defenestrada da obra por ter deixado a desejar, e me parece que tem problemas estruturais com essa obra, não vai se conformar de sair do contrato sem tirar dinheiro da prefeitura. Também temos que fazer uma análise técnica e de engenharia quando assumirmos, seja do projeto, seja da execução do projeto. Temos notícias e várias opiniões de que o projeto não era o mais adequado, ou que não daria a solução desejada. Ou ainda, de que o projeto não foi executado como deveria, com fragilidades estruturais, que não permitirão que ruas possam ser utilizadas por caminhões, por conta da fragilidade do material utilizado. Isso será averiguado e corrigido.

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Darci de Matos (PSD)

“Enfrentar a crise, cortando cargos e secretarias”

Ao longo de 2019, foi desenvolvido o plano #Jlle30, buscando desenhar a Joinville do futuro, com mecanismos para fomentar novos setores econômicos, em áreas como nanotecnologia, farmacologia, economia criativa e internet industrial. Qual a sua visão sobre esta “Joinville do futuro”? Pretende dar continuidade ao #Jlle30? Que papel entende que a prefeitura tenha nesse contexto, de desenvolvimento de novas vocações econômicas?
Vamos dar continuidade ao plano que, infelizmente, não saiu do papel. Temos que pensar, planejar e trabalhar para construir uma cidade mais moderna, mais sustentável, com melhor qualidade de vida para as pessoas. Sobretudo, precisamos destravar a cidade para geração de emprego e renda, vocacionar a cidade e incentivar essas áreas econômicas que têm potencialidade.

2021 será o primeiro ano após o surgimento da pandemia. Como lidar com o impacto natural de toda essa crise no caixa dos municípios e, ainda assim, cumprir suas promessas de campanha?
A saúde sempre foi, e agora muito mais, tem que ser objeto de uma atenção especial do gestor. Percebemos o quanto nós somos frágeis e o quanto nossa estrutura de saúde é carente. Só vou assumir compromissos de campanha que possa cumprir. Não vou assumir compromissos absurdos como foi feito pela atual gestão, com a ponte do Adhemar Garcia, com um custo de R$ 200 milhões. Cadê a ponte? Não tem uma carrada de barro lá. Vamos enfrentar a crise cortando 50% dos cargos comissionados, cortando 60% das secretarias, fazendo economia, destravando a cidade no que diz respeito a licenciamento e alvarás de construção, para gerar empregos e enfrentar essa crise. Por causa da pandemia, o caixa da prefeitura vai cair, teremos uma redução de receita, e então vou utilizar toda a minha relação, todo o meu conhecimento, para buscar recursos a fundo perdido, financiamento a longo prazo, em Florianópolis, Brasília e no exterior.

Se eleito, qual será a participação de mulheres e negros em seu governo?
Com certeza, as mulheres estarão em nosso governo. Nosso objetivo principal é montar uma equipe de pessoas com experiência. Não temos tempo para perder, nem para aprender. Por isso, vamos buscar as melhores cabeças de Joinville, independentemente de ser mulheres, brancos, negros, amarelos. Com certeza, teremos mulheres na gestão, elas ocupam espaço importante em todos os sentidos no país. Vamos colocar pessoas técnicas e competentes no governo. Disso eu não abro mão.

Em Joinville, há uma obra que já atravessou três gestões (duas delas do atual prefeito) sem ser finalizada. Qual será o encaminhamento da obra do Rio Mathias na sua gestão?
O Rio Mathias foi um grande erro. A gente tem dúvidas se vai funcionar tecnicamente. Começou com R$ 30 milhões, está quase em R$ 60 milhões. Não terminaram, acabaram com o Centro. Ganhando a eleição, vou reunir os engenheiros da prefeitura, técnicos, para que possamos avaliar o que fazer com essa obra, que não foi concluída, a empresa não conseguiu tocar, está judicializada. Nem se tem informações precisas sobre essa obra. Agora, se precisar tocar, vamos tocar. Não podemos deixar a cidade assim. Vamos ouvir técnicos, fazer uma avaliação profunda, com pessoas experientes nesta área.

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Eduardo Zimmermann (PTC)
“Precisamos enxugar a máquina”

Ao longo de 2019, foi desenvolvido o plano #Jlle30, buscando desenhar a Joinville do futuro, com mecanismos para fomentar novos setores econômicos, em áreas como nanotecnologia, farmacologia, economia criativa e internet industrial. Qual a sua visão sobre esta “Joinville do futuro”? Pretende dar continuidade ao #Jlle30? Que papel entende que a prefeitura tenha nesse contexto, de desenvolvimento de novas vocações econômicas?
Creio que qualquer projeto de futuro no formato das gestões passadas já demonstraram ser um fracasso. Não adianta querer estimular a nanotecnologia e ser a pior cidade do Estado em saneamento, o povo sofrendo com o desemprego, a cidade cheia de obras inacabadas, ruas esburacadas, a prefeitura com R$ 1 bilhão de dívida patronal na Previdência. Visão de futuro é querer que, em 2030, exista uma beira-mar com prédios altos, restaurantes, hotéis, turismo, a cidade bem desenvolvida, com excelentes ruas e avenidas, com grandes empresas preferindo se instalar em Joinville, em vez de Araquari, gerando vagas competitivas de empregos, escola cívico-militares, para que nossas crianças aprendam e sejam exemplo em disciplina, um aeroporto internacional e um porto de cruzeiros atracando em Joinville.

2021 será o primeiro ano após o surgimento da pandemia. Como lidar com o impacto natural de toda essa crise no caixa dos municípios e, ainda assim, cumprir suas promessas de campanha?
Se impulsionarmos a construção civil na cidade, por exemplo, os mesmos terrenos que recolhem R$ 2 mil ou R$ 3 mil de IPTU residencial, com prédios comerciais de 8 a 10 andares podem arrecadar até 50 vezes mais no somatório dos condôminos. Outra solução paralela é simplificar os processos de averbação, permitindo que haja um parcelamento das taxas coerente com a capacidade do contribuinte, que hoje desiste de averbar porque não consegue pagar tudo à vista. Enxugar a máquina, por exemplo, com extinção das subprefeituras.

Se eleito, qual será a participação de mulheres e negros em seu governo?
Todos são iguais perante a lei!

Em Joinville, há uma obra que já atravessou três gestões (duas delas do atual prefeito) sem ser finalizada. Qual será o encaminhamento da obra do Rio Mathias na sua gestão?
A falta de transparência demanda uma CPI do Rio Mathias. Se a Câmara atual não aprovou, certamente uma Câmara renovada irá aprovar. O joinvilense quer ao menos saber por que sofreu por tanto tempo com essa obra, o valor despendido e os responsáveis.

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Fernando Krelling (MDB)
“Tornar Joinville um modelo de cidade inteligente”

Ao longo de 2019, foi desenvolvido o plano #Jlle30, buscando desenhar a Joinville do futuro, com mecanismos para fomentar novos setores econômicos, em áreas como nanotecnologia, farmacologia, economia criativa e internet industrial. Qual a sua visão sobre esta “Joinville do futuro”? Pretende dar continuidade ao #Jlle30? Que papel entende que a prefeitura tenha nesse contexto, de desenvolvimento de novas vocações econômicas?
Acredito e defendo a bandeira da inovação. Projetos a longo prazo como o #Jlle30 devem ter o respaldo da gestão pública, independente de quem esteja no Executivo. Iniciativas que tragam luz às discussões sobre infraestrutura e mobilidade urbana devem estar alinhadas aos projetos da prefeitura. As novas tecnologias serão protagonistas na matriz econômica da cidade dentro de alguns anos, por isso é necessário que o poder público entenda a importância dos investimentos no setor. Outro ponto essencial dentro do segmento é alavancar o turismo de negócios. Potencializar a Expogestão e fomentar novos eventos voltados à tecnologia podem ajudar a transformar Joinville em referência nacional no modelo de cidade inteligente e sustentável.

2021 será o primeiro ano após o surgimento da pandemia. Como lidar com o impacto natural de toda essa crise no caixa dos municípios e, ainda assim, cumprir suas promessas de campanha?
Precisamos gerar emprego. A prefeitura tem que liderar esse processo e dar oportunidades e incentivos para o surgimento de novos negócios na cidade, com a desburocratização dos processos administrativos, fomentando o crescimento de novos empreendedores e possibilitando a geração de empregos e renda aos trabalhadores. Um caminho novo surge com a nova economia criativa e de alta tecnologia. Joinville precisa ser ponta e referência neste processo de novas tecnologias.

Se eleito, qual será a participação de mulheres e negros em seu governo?
Defendo o protagonismo da mulher e dos negros em qualquer segmento da sociedade, e na política não pode ser diferente. Os principais cargos da gestão pública precisam ser ocupados com representatividades, por gente que entenda as necessidades dos cidadãos. Em Joinville, quero construir um governo com pluralidade, para que as pessoas olhem, se identifiquem e se sintam verdadeiramente representadas por quem as governam.

Em Joinville, há uma obra que já atravessou três gestões (duas delas do atual prefeito) sem ser finalizada. Qual será o encaminhamento da obra do Rio Mathias na sua gestão?
Obra importante, necessária, de grande complexidade, mas com uma execução desastrosa até aqui. O primeiro passo é requalificar a Via Gastronômica e a Rua Jerônimo Coelho, e dar fôlego aos comerciantes afetados pela obra para recuperarem o ritmo econômico. Depois, é preciso concluir a obra com agilidade, minimizando o transtorno aos comerciantes e motoristas.

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Francisco Assis (PT)
“A prefeitura deve repensar o seu papel”

Ao longo de 2019, foi desenvolvido o plano #Jlle30, buscando desenhar a Joinville do futuro, com mecanismos para fomentar novos setores econômicos, em áreas como nanotecnologia, farmacologia, economia criativa e internet industrial. Qual a sua visão sobre esta “Joinville do futuro”? Pretende dar continuidade ao #Jlle30? Que papel entende que a prefeitura tenha nesse contexto, de desenvolvimento de novas vocações econômicas?
Nosso programa de governo está sendo construído coletivamente, num amplo debate com a sociedade. E esse nosso programa de governo não é estático, é dinâmico. Nossa construção coletiva passa também pelo #Jlle30 e por outras iniciativas legítimas da sociedade civil que têm como objetivo transformar Joinville em uma cidade mais humana, plural, democrática e acessível. Vamos conectar as políticas públicas com o curso da expansão da fronteira de conhecimento aplicada em todas as áreas do sistema produtivo, envolvendo universidades e centros de excelência em pesquisas, capazes de operar em redes colaborativas e em coordenação com a estruturação de ecossistemas de inovação em áreas estratégicas.

2021 será o primeiro ano após o surgimento da pandemia. Como lidar com o impacto natural de toda essa crise no caixa dos municípios e, ainda assim, cumprir suas promessas de campanha?
A crise econômica, que já vem do ano passado, está sendo agravada pela pandemia do coronavírus. E isso vai exigir que a prefeitura repense o seu papel. Nosso governo vai colocar a prefeitura como indutora do desenvolvimento local, apoiando o empreendedorismo da nossa gente. Seremos um aliado, acelerando processos, desburocratizando. Mas iremos além. Há muitos micro e pequenos empreendedores, assim como MEIs, em dificuldade. Alguns já fecharam as portas. Empresários que são grandes geradores de emprego e renda em nossa cidade. Vamos criar uma linha de financiamento a juro zero para que esses empresários tenham condições de fazer a travessia na crise. Quem tomar o empréstimo pagará apenas taxa de administração, algo que fizemos em Blumenau quando governamos aquela cidade, com o Banco do Povo. Mas iremos além. Com o crescimento do desemprego no próximo ano, muitas famílias perderão suas rendas. Para elas, vamos criar um forte rede de proteção social com programas de complementação de renda e de qualificação profissional para sua recolocação no mercado de trabalho. Vamos criar o programa “Renda Mínima”, para atender os desempregados e as famílias de baixa renda, além do programa “Frente de Trabalho nos Bairros”,  articulado com o Cepat. Tomaremos medidas para estimular a recuperação  das empresas, comércio  e serviço e um programa de incentivos fiscais.

Se eleito, qual será a participação de mulheres e negros em seu governo?
Além de garantir a participação efetiva das mulheres e da população negra em nosso governo, vamos criar uma Secretaria Especial de Direitos Humanos, integrando estrutura e recursos nas políticas públicas para as mulheres, nas políticas de promoção da igualdade racial e contra o racismo e todas as suas manifestações, nas políticas para imigrantes e refugiados e nas políticas de respeito à diversidade e pautas da comunidade LGBTQIA+. Vamos governar para todos e todas,

Em Joinville, há uma obra que já atravessou três gestões (duas delas do atual prefeito) sem ser finalizada. Qual será o encaminhamento da obra do Rio Mathias na sua gestão?
Mais do que concluir a obra do Rio Mathias, eu me comprometo a concluir todas as obras inacabadas dessa gestão, além de retomar outras, como a implantação da rede de esgoto sanitário e a conclusão das estações de tratamento nos bairros Jardim Paraíso, Aventureiro, Boa Vista, Vila Nova, Jarivatuba e Pirabeiraba. E me comprometo a fazer isso sem causar os tantos prejuízos causados pelo governo municipal nos últimos anos.

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Ivandro de Souza (Podemos)
“Fortalecer e consolidar as novas matrizes econômicas”

Ao longo de 2019, foi desenvolvido o plano #Jlle30, buscando desenhar a Joinville do futuro, com mecanismos para fomentar novos setores econômicos, em áreas como nanotecnologia, farmacologia, economia criativa e internet industrial. Qual a sua visão sobre esta “Joinville do futuro”? Pretende dar continuidade ao #Jlle30? Que papel entende que a prefeitura tenha nesse contexto, de desenvolvimento de novas vocações econômicas?
O projeto “Jlle30” tem como base o cidadão, a colaboração e a inspiração e perpassa diversas administrações, vai além de tecnologia e startups. Uma Joinville para daqui 30 anos precisa estar preparada para suprir água, saneamento, mobilidade saúde e emprego e renda para a população. Isso passa por estudo, projeto, busca de recursos. Também é necessário desenvolver um condomínio industrial na Zona Sul da cidade, para que o trabalhador de Joinville não precise labutar em Araquari ou atravessar a cidade para trabalhar no condomínio da Zona Norte. Precisamos fortalecer e consolidar as novas matrizes econômicas; associadas às tradicionais, irão alavancar a economia local e a renda de setores distintos. Temos novas profissões sendo demandadas pelo mercado, desde profissionais para aula a distância, passando por análise de dados e especialistas em segurança pública com base em estatísticas. As universidades têm de estar preparadas e o ensino, desde a rede municipal, bem como, o ensino estadual, os alunos têm de sair da sala de aula com o aprendizado e um “plus” que lhe permitam acessar o mercado de trabalho. Como exemplo, temos a indústria 4.0, que detém o grande desafio da mão de obra qualificada, seja de jovens ou dos adultos que precisam se atualizar. No aspecto de nanotecnologia, o setor privado precisa de incentivos, e isso passa por fomentar projetos de pesquisa e depende, também, da articulação do administrador municipal com outras instituições, governos e até mesmo cidades ou países onde existe a tecnologia de ponta e parcerias que devem ser consolidadas.

2021 será o primeiro ano após o surgimento da pandemia. Como lidar com o impacto natural de toda essa crise no caixa dos municípios e, ainda assim, cumprir suas promessas de campanha?
A prefeitura de Joinville terá redução na arrecadação, pode chegar a mais de R$ 300 milhões. A folha dos servidores precisa ser mantida, aqui temos saúde, educação e outras áreas, mas há uma determinação da União de que os salários ficam congelados até dezembro de 2021, o que dará um fôlego em despesas além do corte nos comissionados. O primeiro ano será de cuidar da zeladoria da cidade e os serviços públicos essenciais à população. Para o primeiro ano de administração, não podemos prometer grandes obras porque é preciso se recuperar da crise sanitária e econômica e voltar com a geração de emprego, renda e arrecadação. Certamente vamos trabalhar com projetos e busca por recursos junto aos governos do Estado e União e parcerias público privadas (PPPs). Existe um setor fundamental que vai influenciar a retomada da nossa economia que é a liberação de alvarás e licenças ambientais. É preciso uma administração pautada pela confiança e não o medo. Vou trabalhar pela autodeclaração dos licenciamentos, temos de destravar esse setor com urgência porque afeta do pequeno ao grande empresário, não podemos frear o desenvolvimento.

Se eleito, qual será a participação de mulheres e negros em seu governo?
Vamos atender as pessoas como joinvilenses, sejam eles natos ou que escolheram a cidade para viver, isso independe de raça ou etnia ou bairro que reside. Minha vice, Angélica Ponciano, foi escolhida pelo trabalho que ela fez na comunidade, pelo diferencial da sua postura e caráter. É negra, conhecedora do setor público e bem relacionada com a sociedade.

Em Joinville, há uma obra que já atravessou três gestões (duas delas do atual prefeito) sem ser finalizada. Qual será o encaminhamento da obra do Rio Mathias na sua gestão?
Vou solicitar um laudo técnico que apresente toda a realidade da obra, depois criar mecanismos imediatos para a população afetada volte a usar os espaços danificados e, por fim, encontrar uma forma de indenizar os prejudicados como bônus no IPTU, por exemplo. O laudo técnico vai dizer se a obra deve ocorrer e de que forma.

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James Schroeder (PDT)
“A questão de ordem é austeridade fiscal”

Ao longo de 2019, foi desenvolvido o plano #Jlle30, buscando desenhar a Joinville do futuro, com mecanismos para fomentar novos setores econômicos, em áreas como nanotecnologia, farmacologia, economia criativa e internet industrial. Qual a sua visão sobre esta “Joinville do futuro”? Pretende dar continuidade ao #Jlle30? Que papel entende que a prefeitura tenha nesse contexto, de desenvolvimento de novas vocações econômicas?
Quero pensar na Joinville que irá completar 200 anos. Precisamos começar a realizar, tirar as ideias do papel. Gosto dos pilares de transformação da cidade propostos pelo #Jlle30 e acredito que possamos avançar com o espírito participativo que norteou a elaboração deste documento balizador. O perfil econômico da Joinville mudou muito nas últimas duas décadas. Ações dos governos anteriores locais impulsionaram o setor de serviços e uma política nacional equivocada provocou uma forte desindustrialização do país. Temos que derrubar as dificuldades burocráticas que afastam novos empreendimentos, sem deixar de lado a sustentabilidade ambiental e social. A burocracia é um dos principais gargalos para se ter um ambiente de negócios adequado. Os atrasos nos processos de licenciamento da construção civil geram um custo adicional de 12% nos imóveis, a administração pública perde arrecadação e fomenta a cidade “ilegal” em detrimento da cidade “legal”, surgem dificuldades de controle urbano-ambiental, a imagem da cidade fica desgastada, o cidadão perde tempo e a credibilidade nos gestores e servidores públicos. Vamos implementar o Joinville Online para reorganizar os principais serviços de licenciamento e consulta aos cidadãos de forma online e imediata, na busca de um ambiente de negócios desburocratizado e ágil. Paralelamente a isso, fomentar a economia solidária como uma alternativa para geração de trabalho e renda. Outra área de atuação é incentivar a Economia de Comunhão (EdC). A EdC nasceu na Itália e é uma forma diferente de entender circulação dos produtos e o lucro. A cultura da solidariedade pode gerar mais empregos e garantir mais estabilidade no emprego.

2021 será o primeiro ano após o surgimento da pandemia. Como lidar com o impacto natural de toda essa crise no caixa dos municípios e, ainda assim, cumprir suas promessas de campanha?
Compreender que o próximo ano será de recuperação econômica do país é o primeiro passo para bem administrar esta pujante cidade, pois a economia está intimamente ligada com a arrecadação dos tributos, principal fonte de custeio da máquina pública. Não estou falando em aumentar a carga tributária dos cidadãos, mas de ressaltar que os aspectos econômicos influenciam no caixa do município, do Estado e da União. Joinville tem uma arrecadação fantástica, mas, nos últimos anos, vem enfrentando dificuldades para equilibrar as contas, mesmo antes da pandemia. Nossas propostas para Joinville estão sendo formuladas para os quatro anos do mandato. No primeiro ano, nenhum prefeito trabalha com orçamento ou planejamento feito por sua equipe. Como regra constitucional, executa aquilo que seu antecessor programou, porém pode promover alguns ajustes de forma a equacionar as situações. A questão de ordem é “austeridade fiscal”, não para aumentar a carga tributária, mas no sentido de reavaliar os gastos da administração e cortar aonde for possível. Precisaremos fazer a nossa parte, pois Joinville ficou conhecida como a cidade que impede que os empreendimentos empresariais se instalem, ante as inúmeras dificuldades burocráticas e tecnológicas. Logo, o primeiro ano deve ser de forte atuação para desburocratizar e informatizar o que falta. É preciso criar um ambiente favorável para manter nossas empresas e atrair outras. Não quero prometer sonhos ou fazer ilusões, mas apresentar o que é real e mostrar o caminho como superar os reflexos desse momento.

Se eleito, qual será a participação de mulheres e negros em seu governo?
Nossa equipe de governo será composta pelos melhores quadros disponíveis entre os servidores públicos ou aqueles oriundos da iniciativa privada, sem distinção de etnia ou gênero. Entretanto, sabemos a importância de ofertar espaços significativos de atuação para contemplar a transversalidade das questões de gênero e para a promoção da igualdade racial. É importante reconhecer as desigualdades raciais e não reduzir a sua existência em nosso município. A persistência da desigualdade entre grupos raciais é resultado de um processo histórico de discriminação, de tal ordem que cria barreiras à mobilidade social que atinge principalmente a população negra. Em 2013, foram criados o Conselho Municipal de Promoção da Igualdade Racial (Compir) e a Coordenação de Promoção de igualdade racial do nosso município. O debate no conselho avançou para o estabelecimento de políticas públicas de promoção de igualdade racial, porém pouco foi feito pela coordenação do governo no sentido de planejamento e gestão destas políticas. A sociedade civil e governo municipal precisam unir forças para criação de um plano municipal de Promoção de Igualdade Racial do Município de Joinville alinhado com as diretrizes da Política Nacional de igualdade Racial. Da mesma forma, é hora de entender que as mulheres estão ocupando por mérito seu espaço nos campos sociais, políticos e econômicos, mas ainda prevalece uma carga cultural que as coloca em desvantagem na comparação com os homens. Queremos ser parceiros do governo estadual na criação de uma Delegacia da Mulher, focada apenas nos casos de violência contra as mulheres e separada das demandas de idosos, crianças e adolescentes. Juntamente com essa delegacia vamos implementar medidas protetivas eficazes, que serão discutidas no Conselho Municipal de Direitos das Mulheres.

Em Joinville, há uma obra que já atravessou três gestões (duas delas do atual prefeito) sem ser finalizada. Qual será o encaminhamento da obra do Rio Mathias na sua gestão?

A obra de Macrodrenagem do Rio Mathias estava prevista e tecnicamente definida no Plano Diretor de Drenagem Urbana (PDDU) de Joinville, embora houvesse outras bacias hidrográficas com maior prioridade para receber intervenções para o controle de cheias. Agora nos resta concluir as obras para não desperdiçar os recursos já investidos. Para isso será necessário fazer novo projeto de engenharia, tendo em conta que é uma obra complexa. A seguir virão as fases de alocação de recursos, licenciamento ambiental, licitação, contratação e execução da obra. Esse processo levará ainda alguns anos para ser concluído e, neste meio tempo, teremos que revitalizar as ruas centrais para que possam ser devolvidas aos munícipes.

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Levi Rioschi (Democracia Cristã)
“A modernização está muito atrasada”

Ao longo de 2019, foi desenvolvido o plano #Jlle30, buscando desenhar a Joinville do futuro, com mecanismos para fomentar novos setores econômicos, em áreas como nanotecnologia, farmacologia, economia criativa e internet industrial. Qual a sua visão sobre esta “Joinville do futuro”? Pretende dar continuidade ao #Jlle30? Que papel entende que a prefeitura tenha nesse contexto, de desenvolvimento de novas vocações econômicas?
Sobre o projeto Joinville 30, penso que o desenvolvimento e modernização da cidade está muito atrasado. Vamos inovar desde agora e sempre, falta vontade política para realizar essas ações. Nós faremos de imediato.

2021 será o primeiro ano após o surgimento da pandemia. Como lidar com o impacto natural de toda essa crise no caixa dos municípios e, ainda assim, cumprir suas promessas de campanha?
Fazendo gestão pública eficiente, cuidando da saúde das pessoas e da saúde financeira do município. Promovendo condições de empreendedorismo, desburocratizando o serviço público. Defendo liberdade econômica.

Se eleito, qual será a participação de mulheres e negros em seu governo?
Defendo e vamos realizar a participação com certeza das mulheres bem como todos os grupos de pessoas sem distinção.

Em Joinville, há uma obra que já atravessou três gestões (duas delas do atual prefeito) sem ser finalizada. Qual será o encaminhamento da obra do Rio Mathias na sua gestão?
Faremos ações rápidas e eficientes na infraestrutura nos quatro cantos da cidade, coisa que não se tem feito. Sobre as obras do Rio Mathias vou pedir uma auditoria e avaliação de técnicos sobre a conclusão da obra. Faremos gestão inteligente, rápida e eficiente.

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Marco Aurélio Marcucci (Republicanos)
“Incentivar qualquer ideia de interesse coletivo”

Ao longo de 2019, foi desenvolvido o plano #Jlle30, buscando desenhar a Joinville do futuro, com mecanismos para fomentar novos setores econômicos, em áreas como nanotecnologia, farmacologia, economia criativa e internet industrial. Qual a sua visão sobre esta “Joinville do futuro”? Pretende dar continuidade ao #Jlle30? Que papel entende que a prefeitura tenha nesse contexto, de desenvolvimento de novas vocações econômicas?
Acho viável qualquer cidadão ou organização civil contribuir com a melhoria da cidade. O que posso fazer é incentivar, coordenar e aplicar na prática qualquer ideia que seja de interesse coletivo.

2021 será o primeiro ano após o surgimento da pandemia. Como lidar com o impacto natural de toda essa crise no caixa dos municípios e, ainda assim, cumprir suas promessas de campanha?
Vou para campanha com apenas três promessas. Transformar Joinville, durante o mandato de quatro anos, na cidade mais segura do Brasil, em comparação com outras do seu tamanho. Fazer um grande espaço de lazer, esporte, cultural e gastronômico no entorno do Mirante do Boa Vista. Uma praça para cachorros. Os outros temas, que entendo como prioritários, como idosos e acessibilidade, não são promessas e sim obrigação.

Se eleito, qual será a participação de mulheres e negros em seu governo?
Como vereador, sou autor da lei que garante negros no primeiro escalão. O que importa não é a lei de cotas e sim a oportunidade. Pessoalmente, prefiro trabalhar com mulheres e vou dar preferência a elas na escolha do secretariado.

Em Joinville, há uma obra que já atravessou três gestões (duas delas do atual prefeito) sem ser finalizada. Qual será o encaminhamento da obra do Rio Mathias na sua gestão?
Investigar, para punição no âmbito administrativo e criminal, os responsáveis pelo dinheiro investido na obra do Rio Mathias.

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Mayara Colzani (PSOL)
“Não temos promessas aventureiras”

Ao longo de 2019, foi desenvolvido o plano #Jlle30, buscando desenhar a Joinville do futuro, com mecanismos para fomentar novos setores econômicos, em áreas como nanotecnologia, farmacologia, economia criativa e internet industrial. Qual a sua visão sobre esta “Joinville do futuro”? Pretende dar continuidade ao #Jlle30? Que papel entende que a prefeitura tenha nesse contexto, de desenvolvimento de novas vocações econômicas?
O plano #Jlle30 é um engodo. Vende a cidade como uma ilha, como se nossos problemas fossem apenas locais e possíveis de ser concretamente solucionados com “vontade política” no município, no Estado e no país. Ou seja, palavras bonitas e de esperança que saem do nada para lugar nenhum. Nossa pré-candidatura vem para dizer a verdade, pois compreendemos que a verdade é revolucionária. Não podemos iludir os trabalhadores e a juventude de que esse sistema pode solucionar os problemas que ele mesmo causou. Em um governo nosso, chamaríamos os servidores, técnicos de todos os setores e planificaríamos a economia assim, com os interesses econômicos voltados para o povo e a serviço do povo trabalhador, com certeza o futuro seria outro.

2021 será o primeiro ano após o surgimento da pandemia. Como lidar com o impacto natural de toda essa crise no caixa dos municípios e, ainda assim, cumprir suas promessas de campanha?
Não temos promessas aventureiras ou de soluções mirabolantes. Temos um programa revolucionário. Deixamos bem claro que dinheiro existe, e muito, mesmo que os economistas liberais e os políticos a serviço da burguesia vendam que o caixa público está vazio. O problema é que todo o dinheiro público é sugado pelo capital privado, pela dívida pública, interna e externa, que chegam a mais de R$ 700 bilhões no orçamento federal anual, sem contar os pagamentos dos Estados e municípios para o governo federal, para os bancos e os demais organismos internacionais. Ainda tem a rolagem da dívida, que segundo a Auditoria Cidadã da Dívida, chega a R$ 1,6 trilhão em 2020. A resposta está inserida nesse roubo. Só um programa revolucionário, com as massas trabalhadoras entrando em cena, poderá vencer a guerra, tanto contra a crise econômica quanto a crise sanitária.

Se eleita, qual será a participação de mulheres e negros em seu governo?
O acirramento da luta de classes intensifica as opressões sofridas pelas mulheres, negros e demais grupos oprimidos por seu gênero ou sexualidade, por estarem entre os setores mais explorados pelo capital, ainda mais num governo com base conservadora e capacho do capital estrangeiro como Bolsonaro, o que influencia em todos os âmbitos. Exemplo disso é o aumento da violência doméstica dado pelo isolamento social. Assim como não há direito algum ao isolamento social nas periferias das cidades, em que os trabalhadores, em sua maioria negros, têm de sair de suas casas para garantir a subsistência, dividindo a residência muitas vezes com um grande número de pessoas, além da falta de saneamento básico e sem direito à moradia, convivendo com ameaças de despejo mesmo com uma pandemia global. Como marxistas, somos totalmente contra qualquer tipo de preconceito e opressão, seja racial, de gênero, sexualidade, cor ou origem. Combatemos o machismo e o racismo e nos somamos nas lutas contra todas as opressões. É por isso que está na nossa pauta a defesa incondicional de todos os oprimidos, sem perder em um segundo sequer a perspectiva necessária e possível de que precisamos nos organizar e transformar essa sociedade.

Em Joinville há uma obra que já atravessou três gestões (duas delas do atual prefeito) sem ser finalizada. Qual será o encaminhamento da obra do Rio Mathias na sua gestão?
Esta é uma obra importante e cheia de vícios como em outras centenas, o que precisa é chamar o corpo técnico que a prefeitura dispõe e colocar isso nos eixos, para isso é preciso romper com a promiscuidade entre público e privado, defendemos a planificação da economia, obras como essa seriam simples de resolver.

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Nelson Coelho (Patriota)
“Querem fazer o joinvilense de rato de laboratório”

Ao longo de 2019, foi desenvolvido o plano #Jlle30, buscando desenhar a Joinville do futuro, com mecanismos para fomentar novos setores econômicos, em áreas como nanotecnologia, farmacologia, economia criativa e internet industrial. Qual a sua visão sobre esta “Joinville do futuro”? Pretende dar continuidade ao #Jlle30? Que papel entende que a prefeitura tenha nesse contexto, de desenvolvimento de novas vocações econômicas?
Precisamos desenhar a real “Joinville do Futuro”, não essa concebida pela Agenda Jlle30, que parece ter sido tirada de um laboratório de engenharia social, pretendendo fazer os joinvilenses de ratos de laboratório. Essa Agenda Joinville30, na verdade, representa as mesmas vozes do atraso, do elitismo e do higienismo, preconizadas pelos mesmos setores que não querem permitir a instalação de novas indústrias. Essa agenda defende, por exemplo, a extinção em massa de profissões com baixo valor agregado. O que é “profissão de baixo valor agregado”? É o que decidirá uma meia dúzia de burocratas que se sentarão em gabinetes da prefeitura? E mais um detalhe, essa Agenda Jlle30 defende algo que é indefensável: o conceito de adensamento urbano. Significa que o poder público lavar as mãos para a necessária instalação de saneamento básico, permitindo que as pessoas que moram nas regiões mais periféricas da cidade continuem evacuando a céu aberto. Temos um plano para uma Joinville do Futuro, mas um plano inclusivo, aberto, e voltado à realidade de nossa cidade, e que não admite soluções artificiais e que não estejam em nosso DNA. Temos uma Ação Civil Pública que impõe a Joinville a obrigação de entrega de redes de esgoto e saneamento básico, uma obrigação inconsistente com o Plano da Agenda Jlle30, em sua dinâmica do adensamento urbano. Em suma, essa Agenda Jlle30 é mais que uma mentira, um plano sórdido.

Ainda sobre pandemia, 2021 será o primeiro ano após o surgimento da pandemia. Como lidar com o impacto natural de toda essa crise no caixa dos municípios e, ainda assim, cumprir suas promessas de campanha?

Nossos desafios pós-campanha passam por voltar a trazer investimentos para a cidade, e não para Araquari e outros municípios vizinhos. Queremos atrair novas empresas dos mais diversos segmentos, independente do setor, seja ele de tecnologia, serviços ou industriais. Nossos desafios pós-campanha têm como objetivo gerar caixa para a cidade. E, mesmo com base nessa premissa de abrirmos Joinville para o investimento, sabemos que 2021 será um ano desafiador, principalmente com o imenso desafio que será a obra do Rio Mathias, sem dúvida o maior símbolo do desacerto caótico que Joinville já teve.

Se eleito, qual será a participação de mulheres e negros em seu governo?

A representatividade será por meritocracia, conhecimento de Joinville e de seus problemas e competência profissional já testada. Se nesses critérios houver mulheres, negros, homossexuais, indígenas ou outras minorias, certamente terão espaço em meu governo. A prioridade é e será Joinville.

Em Joinville há uma obra que já atravessou três gestões (duas delas do atual prefeito) sem ser finalizada. Qual será o encaminhamento da obra do Rio Mathias na sua gestão?

Antes de mais nada, é preciso que o cidadão saiba que uma obra subfaturada é tão criminosa quanto uma obra superfaturada – é o famoso “barato que sai caro”. Os erros estão aí, e há inclusive ação civil pública que questiona de modo contundente os erros do município. Faremos uma avaliação ouvindo técnicos e engenheiros sobre quais ações podem e devem ser feitas para retomar essas obras, de modo não só a corretamente endereçar e resolver o problema das enchentes, bem como a impactar minimamente na vida do joinvilense. Faremos um novo processo licitatório tendo como premissas as reais dimensões do problema, aderente a um orçamento realista e factível, e não um orçamento que tenha diversos aditivos, como esse atual, o qual não ficou claro até hoje para quais finalidades. Após essas cautelas, as obras serão realizadas com um estrito cronograma, que será por mim pessoalmente verificado e supervisionado. Não admitirei desculpas esfarrapadas de gestores públicos ou empresas incompetentes, como vimos acontecer no caso dessa obra, que foi um verdadeiro desastre para a nossa cidade.

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Tânia Eberhardt (Cidadania/Solidariedade)
“Temos um plano pé no chão, factível”

Ao longo de 2019, foi desenvolvido o plano #Jlle30, buscando desenhar a Joinville do futuro, com mecanismos para fomentar novos setores econômicos, em áreas como nanotecnologia, farmacologia, economia criativa e internet industrial. Qual a sua visão sobre esta “Joinville do futuro”? Pretende dar continuidade ao #Jlle30? Que papel entende que a prefeitura tenha nesse contexto, de desenvolvimento de novas vocações econômicas?
Joinville tem tradição em planejar o futuro e orientar o presente, mas também foi pródiga em subverter os planos, com erros e acertos que disso decorrem. Joinville foi planejada em Hamburgo para ser uma colônia agrícola e se tornou o maior polo industrial de Santa Catarina e o segundo do Sul do Brasil. Em 1964, ao mesmo tempo que Curitiba, Joinville contratou a elaboração do seu ousado Plano Básico de Urbanismo (PBU), com excelente diagnóstico e propostas, mas que nunca foram inteiramente executadas. Nas últimas décadas, sucessivas visões de futuro têm sido desenhadas. Isso é bom, mas não basta. Precisamos tirar da prancheta e das telas dos computadores, para colocar no coração, na mente e nas atitudes das pessoas; incorporar essa narrativa, fazendo dela o feijão e o sonho de cada dia. Além de investimento, estrutura, logística, aparato legal, é preciso que a figura pública lidere, seja exemplo, canalize sua energia e disposição. A prefeitura precisa fazer as interlocuções e as conexões necessárias. A Tânia prefeita será obstinada a serviço da transformação de ideias em realidades, seja a cidade tecnológica, seja a nossa espetacular Joinville natural, equilibrada entre a serra e o mar.

2021 será o primeiro ano após o surgimento da pandemia. Como lidar com o impacto natural de toda essa crise no caixa dos municípios e, ainda assim, cumprir suas promessas de campanha?
Não temos nenhuma promessa mirabolante, dessas que o marketing cria só para ganhar a eleição e depois não serão cumpridas. Temos um plano pé no chão, factível, com intervenções pontuais e efeitos imediatos para a população. Quanto à escassez de recursos, devemos administrar com o rigor de quem saiu de uma guerra, fazendo valer cada centavo. Não vai faltar recurso, o mundo inteiro sairá junto dessa crise. Os organismos internacionais estão atentos para a necessidade de mobilizar investimentos. Então, vamos buscar recursos onde quer que haja uma fonte. Não faltarão projetos. E não vamos devolver dinheiro por medo ou preguiça de aplicar, como fez a atual gestão.

Se eleita, qual será a participação de mulheres e negros em seu governo?
Em todas as situações em que tive oportunidade de liderar equipes, nunca me pautei pelo gênero ou pela cor da pele, e sim pela competência e comprometimento das pessoas com o trabalho. Porém, estatisticamente, sempre trabalhei com expressivo número de mulheres e com negros, não por privilégio, mas porque esse é um quadro natural quando não se ergue barreiras de preconceitos. Caráter e disposição para bem servir não têm cor, nem sexo. Esses valores vão formar o nosso quadro de colaboradores.

Em Joinville, há uma obra que já atravessou três gestões (duas delas do atual prefeito) sem ser finalizada. Qual será o encaminhamento da obra do Rio Mathias na sua gestão?
Precisamos delinear com transparência absoluta o que de fato foi feito e onde estão os erros. Nosso primeiro ato em relação às obras do Rio Mathias será uma reunião com os técnicos da prefeitura que participaram da fiscalização da obra, juntamente com o secretário de Obras. Queremos ter uma visão exata do estado em que se encontra para definir uma solução plausível e rápida para liberar as vias públicas e não prejudicar mais os comerciantes locais e a população no geral. Houve problemas gravíssimos na condução desse projeto, sabemos que teremos um grande nó a desatar, mas vamos fazer isso de maneira inteligente e com responsabilidade.

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