Dona Helena abre unidade de internação em saúde mental

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O Hospital Dona Helena, de Joinville, abre uma nova unidade de internação, especializada em saúde mental. A área, no segundo pavimento de um dos prédios da instituição, dispõe de 20 leitos, que podem ser ampliados, conforme demanda. Uma equipe de profissionais de saúde, com psiquiatras, psicólogos, terapeuta ocupacional, enfermeiros e técnicos, foi formada no final do ano passado, para atendimento na unidade. A estrutura faz parte do Centro de Saúde Mental, composto, também, por ambulatórios de psiquiatria, psicologia e terapia ocupacional. O serviço é coordenado pela psiquiatra Mônia Bresolin.

O Dona Helena é o primeiro hospital privado do Norte catarinense a investir em uma ala de internação com esse foco. “Avaliamos o cenário e percebemos um aumento dos casos de pacientes psiquiátricos, que, até então, precisavam ser encaminhados para outras cidades, causando desconforto à família e ao paciente”, afirma o diretor-geral José Tadeu Chechi. “Estamos atendendo a uma demanda da comunidade. O Dona Helena sentiu que era importante oferecer uma opção que complementasse o atendimento, considerando a tendência de aumento de casos do gênero.”

Na visão do executivo, a sociedade está vivenciando um momento desafiador, em decorrência da própria situação do isolamento social, que evidenciou dificuldades de comunicação entre as pessoas, com a pandemia impactando no convívio familiar, e em quadros diversos envolvendo questões de saúde mental que requerem atenção. “Há todo um contexto que justifica o aumento de casos de doenças relacionadas que se manifestam, principalmente, no público mais jovem. Isso também preocupa: como garantir a assistência para as pessoas que precisam.”

Como é a estrutura da unidade? “Já mantínhamos os ambulatórios (psiquiatria, psicologia, terapia ocupacional), e estamos dando mais um passo, ao estruturar o Centro de Saúde Mental, com a ala de internação. Desenvolvemos um projeto próprio para o perfil do paciente psiquiátrico, seguindo as exigências dos órgãos que regulamentam esse tipo de situação, para receber pacientes com uma condição de tratamento compatível.” O diretor-geral afirma que uma das principais preocupações é desmistificar o atendimento psiquiátrico: “A doença mental é uma doença que qualquer um de nós está sujeito a ter, e pode ser desencadeada por diversos fatores. Uma doença emocional exige todo um isolamento para que o tratamento ocorra de maneira satisfatória. Porém, entendemos que a humanização neste processo é essencial para o bom desfecho dos casos”.

 

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